Descrição:
COMO É SER UMA PESSOA SUPERVISORA DE SAÚDE MENTAL NO PROJETO DE MSF?
Como Supervisor(a) de Saúde Mental, você será responsável por implementar, coordenar e garantir a qualidade das atividades de Saúde Mental e Apoio Psicossocial (MHPSS) no contexto prisional do Rio de Janeiro. Sua atuação assegura que as intervenções psicossociais estejam alinhadas aos protocolos da MSF e às diretrizes nacionais, contribuindo para a melhoria da saúde emocional e da funcionalidade dos pacientes, especialmente pessoas privadas de liberdade com tuberculose e condições associadas.
Você será peça-chave na integração entre as equipes médicas, psicossociais e de promoção de saúde, promovendo um cuidado completo, seguro e humanizado.
QUAIS SERÃO SEUS DESAFIOS?
Você atuará em um contexto complexo, com múltiplos atores institucionais e dinâmicas que afetam a saúde mental das pessoas em privação de liberdade. Seu principal desafio será adaptar estratégias de MHPSS ao ambiente prisional, garantindo intervenções éticas, eficazes e alinhadas ao mandato humanitário da MSF.
Seu trabalho será essencial para assegurar coerência técnica, integração entre equipes, qualidade de atendimento e fortalecimento dos fluxos de referência e contrarreferência em saúde mental.
COMO É O DIA A DIA DA POSIÇÃO?
Participar do planejamento, organização e coordenação das atividades de Saúde Mental, em alinhamento com a equipe médica e com o Gerente de Atividades de Saúde Mental.
Garantir a implementação da estratégia de MHPSS nas unidades prisionais, assegurando que o pacote básico de atividades siga os padrões da MSF e as diretrizes do Ministério da Saúde.
Supervisionar atividades diárias de aconselhamento, apoio psicossocial e atendimentos individuais, assegurando qualidade técnica e aderência aos protocolos.
Supervisionar o trabalho do Assistente Social e fortalecer o sistema de referência e contrarreferência para pacientes com TB e comorbidades psicossociais.
Identificar necessidades de capacitação e conduzir formações em MHPSS, comunicação empática e manejo de situações críticas.
Colaborar com equipes médicas, psicossociais e de promoção de saúde para integrar atividades de MHPSS aos fluxos clínicos do projeto.
Engajar-se com atores institucionais da rede psicossocial, incluindo CAPS, equipes do SUS e outros serviços governamentais.
Representar o projeto em reuniões técnicas e interinstitucionais relacionadas à saúde mental, TB e saúde prisional.
Apoiar a análise de dados, elaboração de relatórios e pesquisa operacional em saúde mental.
Assegurar a confidencialidade das informações de pacientes e o cumprimento das diretrizes éticas da MSF.
Supervisionar processos administrativos e de RH relacionados à equipe sob sua responsabilidade.
Quando necessário, oferecer apoio psicológico direto aos pacientes, seguindo os protocolos da MSF.
COMPROMISSOS DE GESTÃO DE MSF
Promover uma gestão ética, equitativa e inclusiva, com cultura de feedback contínuo.
Aplicar e disseminar diretrizes éticas e os Compromissos Comportamentais de MSF.
Fomentar a colaboração transversal entre áreas e equipes.
Atuar com visão sistêmica, contribuindo para o Planejamento Estratégico e o Plano Anual.
Implementar práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), assegurando um ambiente de trabalho livre de discriminação.
Requisitos:
Essencial
Graduação em área psicossocial (Psicologia ou afins).
Mínimo de 2 anos de experiência em aconselhamento psicossocial.
Experiência com supervisão ou acompanhamento técnico de equipes.
Experiência em contextos vulneráveis ou serviços psicossociais.
Desejável
Experiência em saúde prisional, tuberculose ou ações humanitárias.
Experiência com formação de equipes multidisciplinares.
Conhecimento em metodologias de apoio psicossocial em grupos e primeiros cuidados psicológicos (PFA).
QUAIS AS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS?
Sólida capacidade de comunicação empática e escuta ativa.
Habilidade de supervisão técnica e orientação de equipes psicossociais.
Capacidade de organização, priorização e manejo de múltiplas demandas.
Responsabilidade ética e compromisso com sigilo e proteção de dados sensíveis.
Capacidade de articulação com diferentes atores institucionais.
Proatividade, sensibilidade cultural e maturidade para atuar em ambientes de vulnerabilidade.
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