**Background**
A adoção de caminhos para o desenvolvimento sustentável é uma área prioritária de atuação do PNUD no Brasil, com o objetivo de garantir que o país desenvolva suas capacidades para promover o crescimento de forma inclusiva e multidimensional, reduzindo a pobreza, a desigualdade e a exclusão econômica e social.
Alinhado aos documentos que orientam a atuação do PNUD no Brasil (CPD 2017-2021 e CPD 2024-2027), o desenho da carteira do Programa do PNUD inclui três linhas de trabalho que se reforçam mutuamente, concebidas em torno de três eixos:
1. Pessoas e Prosperidade: centrando-se na redução da pobreza, nas políticas econômicas e sociais, nas parcerias público-privadas, nos mercados inclusivos e no crescimento econômico.
2. Planeta: centrando-se no ambiente, na biodiversidade, nas alterações climáticas, na redução do risco de catástrofes, nos produtos químicos e no Protocolo de Montreal.
3. Paz: destinada a promover a prevenção à violência, o acesso à justiça, a promoção da transparência, das práticas anticorrupção, dos direitos humanos e do desenvolvimento de capacidades locais.
Nesse sentido, a Unidade de Desenvolvimento Socioeconômico Inclusivo do PNUD Brasil trabalha para desenvolver e implementar parcerias nas áreas econômica e social, com parceiros públicos e privados, buscando fortalecer as capacidades institucionais, melhorar a concepção, a implementação e a avaliação de políticas públicas, fortalecer a regulação, apoiar a inovação e garantir que o desenvolvimento seja pensado de forma holística, não deixando ninguém para trás. O portfólio da Unidade é, portanto, composto por projetos nas áreas de economia, infraestrutura, educação, saúde e proteção social, entre outras, que se complementam de forma sinérgica e estão alinhados às prioridades da organização, do governo brasileiro, do setor privado e da sociedade em geral.
- Contexto específico _
O termo "BRIC" foi criado em 2001 pelo economista Jim O'Neill para se referir a Brasil, Rússia, Índia e China, países com rápido crescimento econômico. Ele previu que esses países teriam um impacto significativo na economia global, justificando sua inclusão no G7. Em 2009, o grupo BRIC foi formalmente estabelecido para promover cooperação econômica, política e cultural. A África do Sul juntou-se ao grupo em 2010, formando o BRICS, e participou da cúpula de 2011. O BRICS atua como um mecanismo informal de coordenação, focado em política, segurança, economia, finanças e cooperação entre sociedades civis, defendendo o multilateralismo e a reforma das instituições de governança global. Desde sua formação, o BRICS tem se reunido anualmente para discutir e coordenar políticas em áreas como comércio, investimentos, desenvolvimento sustentável e segurança global.
O Brasil exercerá a presidência do BRICS de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, o que representará uma excepcional oportunidade para o país exercer liderança a partir do sul global e contribuir para a agenda econômica e de desenvolvimento sustentável.
Serão realizadas mais de 100 reuniões entre fevereiro e julho de 2025, sendo 3 de sherpas, 18 ministeriais, 31 técnicas presenciais, e mais de 45 técnicas virtuais o que demonstra o tamanho do desafio. Para superar esse desafio, o presente projeto conta então com dois componentes para apoiar o Brasil na presidência dos BRICS, quais sejam:
- Insumos, produtos, equipe, serviços e logística necessários à realização das reuniões dos BRICS mobilizados e disponibilizados com seus desdobramentos assegurados
- Projeto gerido de forma eficiente
Para implementar o projeto, o PNUD trabalhará em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsável pela coordenação das ações do BRICS, na definição e implementação das atividades prioritárias, objetivando ampliar as capacidades do país para atuação na Presidência do Grupo.
O projeto estabelecerá, ainda, parcerias com o setor privado e outros potenciais financiadores, visando garantir os recursos necessários e o engajamento de atores relevantes nos diferentes temas do BRICS. Soma-se a esse esforço de engajamento a participação da sociedade civil e de outras partes interessadas.
**Deveres e responsabilidades**
O Associado de Projeto será responsável por apoiar no controle dos recursos orçamentários e dos processos licitatórios realizados para as reuniões do BRICS. O Associado de Projetos atuará em estreita articulação com a equipe de Logística do BRICS lotada no MRE, sob a supervisão direta da Especialista de Logística e do PNUD. Para o alcance dos objetivos, estão previstas as seguintes atividades indicativas, dentre outras.
**Apoiar a equipe do projeto para garantir um planejamento e implementação eficazes do projeto.**
- Compilar e resumir informações e dados para os planos de trabalho do projeto, elaborar orçamentos anuais/trimestrais, propostas sobre arranjos de implementação e outros tópicos ou questões específicas relacionadas ao projeto.
- Fornecer suporte abrangente em todo